19 de agosto de 2020

Moody’s atribui rating em escala nacional para a Usina Coruripe

Moody’s atribui rating em escala nacional para a Usina Coruripe


Empresa sucroenergética teve evolução positiva de duas posições em relação à avaliação anterior de outra agência em maio deste ano; perspectiva foi alterada para “estável”

A Usina Coruripe recebeu, ontem, uma nova avaliação da agência de classificação de riscos Moody’s. A empresa obteve rating corporativo B3.br na escala nacional brasileira, o que representa evolução positiva de duas posições em relação ao rating atribuído por outra agência em maio deste ano. A Moody’s também modificou a perspectiva para a companhia de “negativa” para “estável”. O relatório oficial pode ser acessado em https://www.moodys.com/research/Moodys-affirms-Coruripe-Caa1-rating-changes-outlook-to-stable--PR_430299.

De acordo com o diretor financeiro da Coruripe, Thierry Soret, a avaliação da Moody's reconhece a melhora do perfil financeiro da empresa, principalmente depois do reperfilamento da dívida de R$ 1,7 bilhão em acordo com oito bancos, finalizado neste mês. “A negociação estabeleceu alongamento do fluxo de pagamento de três para cinco anos e também envolveu um bônus adimplência que implica em uma redução no custo dos empréstimos, tanto em dólar quanto em real”, explica Soret.

“A perspectiva estável dos ratings da Coruripe incorpora nossa visão de que a empresa apresentará um cronograma de amortização de dívida mais adequado nas próximas safras e que os resultados operacionais e a geração de fluxo de caixa permanecerão consistentes. Esperamos que a Coruripe mantenha sua estratégia de gestão de passivos de forma a adequar seu cronograma de amortização de dívidas ao seu perfil de necessidades de investimentos e geração de caixa para a continuar reduzindo o risco de liquidez”, informou a Moody’s.

Outros fatores também motivaram a melhora da nota da Usina Coruripe, entre eles os resultados expressivos obtidos e o excelente desempenho operacional na safra 2019/2020. A companhia registrou recorde histórico de moagem (14,6 milhões de toneladas), 3,25% acima do último registrado na safra 2016/2017 e 12% acima da safra anterior (2018/2019). Houve recorde histórico também no lucro líquido (R$ 92,35 milhões), faturamento bruto (R$ 2,46 bilhões) e margem de Ebitda ajustado (R$ 969 milhões).